Sábado ensolarado, acordei cedo e resolvi ir ao Shopping comprar um presente para minha amada. Afinal era nosso primeiro dia dos namorados. Cruzando a Marginal Tietê pela ponte Presidente Jânio Quadros percebo como o rio anda poluído.
Pensamentos voam enquanto tomo banho, sentia uma sensação estranha quando pensava nela, meu coração batia com intensidade galopante. Não via a hora de ficar com ela e sentir seu cheiro único. Nunca isso tinha acontecido. Será que estava apaixonado.
Sua imagem me fazia lembrar a música do Alceu Valença, La Belle de Jour. Carinhosamente me peguei cantarolando:
"Eu lembro da moça bonita
Da praia de Boa Viagem A moça no meio da tarde De um domingo azul Azul, era Belle de Jour Era a bela da tarde Seus olhos azuis como a tarde Na tarde de um domingo azul La Belle de Jour."
Cheguei cedo, odeio excesso de gente, quero escolher algo especial. Passando pelas lojas de grife, muito caras para meu bolso. Penso em um CD, do próprio Alceu, nada mais simbólico. Toca o celular, vejo que é ela, não sei se pergunto ou deixo na surpresa o presente.
--- Oi, tudo bem. Falei carinhosamente com voz suave.
---Tudo! Resposta um tanto ríspida.
---Fazendo o que amor! Mantenho a suavidade na voz.
---Nada, e você onde está, tô ouvindo um barulho estranho. Desconfiada.
---No Shopping, vim comprar um presente pra você.
---Presente não precisa ser dado nesse dia, pode ser dado a qualquer hora. Voz de poucos amigos.
---Só pensei em te dar uma lembrança querida, no nosso primeiro dia dos namorados.
---Nem sei porque você se preocupa com essa data idiota. Pode comprar qualquer coisa que está bom. Não me importo com presentes. Enérgica.
---Calma morzinho, só queria te agradar. Voz serena.
---Não precisa de data especial para me agradar, pode ser qualquer dia e vem você com essa de presente no dia dos namorados.
---Desculpe se te chateie. Decepcionado desliguei o celular.
O que será que aconteceu com ela, só queria agradar e recebo uma tijolada dessas. Não tô entendendo nada. Liga de novo.
---Oi amorzinho! Fala mais calma.
---O que foi. Tom seco.
---Já que você quer me dar um presente compra aquele cachecol que vi com você. Querendo negociar.
---Não vou comprar porra nenhuma! Desliguei a merda do celular com raiva.
Das duas uma, ou ela não tinha grana para retribuir o presente ou odiava essa data por causa do ex-marido e eu é que pago o pato.
Ali Hassan Ayache
--- Oi, tudo bem. Falei carinhosamente com voz suave.
---Tudo! Resposta um tanto ríspida.
---Fazendo o que amor! Mantenho a suavidade na voz.
---Nada, e você onde está, tô ouvindo um barulho estranho. Desconfiada.
---No Shopping, vim comprar um presente pra você.
---Presente não precisa ser dado nesse dia, pode ser dado a qualquer hora. Voz de poucos amigos.
---Só pensei em te dar uma lembrança querida, no nosso primeiro dia dos namorados.
---Nem sei porque você se preocupa com essa data idiota. Pode comprar qualquer coisa que está bom. Não me importo com presentes. Enérgica.
---Calma morzinho, só queria te agradar. Voz serena.
---Não precisa de data especial para me agradar, pode ser qualquer dia e vem você com essa de presente no dia dos namorados.
---Desculpe se te chateie. Decepcionado desliguei o celular.
O que será que aconteceu com ela, só queria agradar e recebo uma tijolada dessas. Não tô entendendo nada. Liga de novo.
---Oi amorzinho! Fala mais calma.
---O que foi. Tom seco.
---Já que você quer me dar um presente compra aquele cachecol que vi com você. Querendo negociar.
---Não vou comprar porra nenhuma! Desliguei a merda do celular com raiva.
Das duas uma, ou ela não tinha grana para retribuir o presente ou odiava essa data por causa do ex-marido e eu é que pago o pato.
Ali Hassan Ayache

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